O Branco, o Negro e o Mulato Racista
Num mundo de cores e matizes
Onde o branco e o negro compartilham histórias
Surge um mulato, entre esses dois universos
Carregando em si misturas e memórias
O branco, símbolo da luz, mas às vezes cego
Pela própria claridade que o envolve e seduz
O negro, profundo como a noite estrelada
Resistente e resiliente, pelo passado, lapidado
Mas o mulato, ah, ser de dualidade
Encontra-se perdido em sua própria identidade
Espelho de um racismo invertido
Um coração dividido, por vezes confundido
Ele, que carrega em sua pele o tom do encontro
Da fusão de contos, de lágrimas e de sorrisos
Mas em seu olhar, a sombra do preconceito
Eco de um passado, de um erro antigo, imperfeito
Branco, negro, e mulato entre eles
Três faces da humanidade que não se revela
O racismo, um ferida aberta, que separa
Em vez de unir e celebrar a mistura rara
O mulato racista, paradoxo ambulante
Luta com seus fantasmas, com sua mente hesitante
Negando uma parte de si, em busca de aceitação
Esquece que a beleza está na diversificação
Branco, negro, mulato, todos irmãos
Cada um com as suas lutas, seus sonhos, suas canções
Que o mulato encontre paz na sua cor misturada
E veja que em cada tonalidade, uma jornada é traçada
Num mundo ideal, não haveria cor que separa
Apenas humanos, com suas trajectórias claras
Branco, negro, mulato, unidos na diversidade
Celebrando juntos, o rico mosaico da humanidade
Yud Mauro da Costa