E se tudo isto não fosse bem assim?
Se não fossem os riachos aquilo que julgamos ser;
Corpos de água em movimento…
E se a brancura fosse apenas a ausência de cor e o silêncio
(que de facto não existe)
Nada mais fosse que a espera do regresso da tua voz…
E se morrer, meu amor, fosse somente o terror de te sentir distante?
Mas, tudo é de facto bem assim; vivo de facto…
Quando te vejo chegar, ao longe, lá mais adiante,
Manuel Neto dos Santos